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Eclipse solar: como foi ver o Sol quase desaparecer no céu

Redação Recifes
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Eclipse solar: como foi ver o Sol quase desaparecer no céu

Observadores no hemisfério norte puderam se maravilhar com o eclipse solar ocorrido nesta quarta (12). A reportagem do Canaltech esteve na chamada faixa da totalidade, que se estendeu por países como Groenlândia e Espanha e permitiu ver o Sol completamente escondido pela Lua; enquanto isso, grande parte do território europeu pôde acompanhar o eclipse do tipo parcial.

Os eclipses solares são fenômenos que ocorrem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra no nosso planeta; quem estiver em locais na umbra, a parte mais escura da sombra em que a luz solar é bloqueada por completo, pode ver um eclipse solar total, que ocorre quando o Sol fica completamente escondido pela Lua.

Já quem estiver na área da penumbra (a parte mais clara da sombra) vê o fenômeno como parcial. Neste caso, somente um pedaço do disco solar fica oculto, como se tivesse sido “mordido” pela Lua.

Eclipse solar de 2026

O evento foi aguardado com expectativa pelos observadores europeus, afinal, este foi o primeiro eclipse solar total visível no continente desde 1999. A Espanha, aliás, era um dos destinos mais esperados pelos entusiastas dos fenômenos astronômicos, já que o país foi um daqueles em que foi possível flagrar a totalidade do fenômeno.

A má notícia é que quem estava por lá precisou procurar locais com o horizonte livre de obstáculos, já que o Sol estava prestes a se pôr durante a totalidade. Já em Portugal, por outro lado, o eclipse foi visível como parcial, com a Lua cobrindo cerca de 92% do disco solar.

Como é o fim de tarde com eclipse

Embora os eclipses solares sejam aguardados com muita expectativa — afinal, ver o Sol coberto total ou parcialmente pela Lua é, de fato, uma visão para lá de interessante —, estes eventos levam algum tempo para acontecer. Em Faro, cidade ao sul de Portugal, o evento foi do tipo parcial e começou às 14h42 no horário de Brasília, ou 18h42 no horário local, quando a Lua começou a cobrir o disco do astro.

O auge do evento ocorreu às 19h38, quando o Sol ficou aproximadamente 92% coberto pela Lua. Enquanto isso, a temperatura ambiente ficou mais fresca, e a iluminação local passou a ter tons metálicos quase como aqueles visíveis durante o crepúsculo. Quem tinha em mãos óculos adequados para a observação do evento pôde flagrar o Sol com apenas uma fina tira do seu disco visível, quase como a Lua fica durante a fase crescente.

O auge do eclipse parcial foi breve, e não demorou mais que alguns minutos para a Lua começar a se afastar. O fenômeno chegou ao fim por volta das 20h30 no horário local, quando nosso satélite passou a se afastar do disco solar em nossa perspectiva de observação. A iluminação do dia voltou, gradualmente, a ganhar intensidade — mas não muita, uma vez que o pôr do Sol ocorreu às 20h27.

Próximo eclipse solar no Brasil

Pois é, o Brasil ficou de fora do eclipse solar por culpa da geometria do fenômeno: desta vez, a sombra projetada pela Lua ficou voltada para partes da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. Portanto, somente as áreas cobertas pela umbra e penumbra puderam ver o Sol total ou parcialmente coberto pela Lua.

Nenhum destes casos incluiu o Brasil, mas isso não significa que vai ser sempre assim. A boa notícia é que em fevereiro de 2027 ocorre um eclipse solar do tipo anular, que vai ser visível no litoral extremo leste do Rio de Janeiro.

Já o próximo eclipse solar total visível em solo brasileiro ocorre somente em 2045 e vai ser visível para observadores em parte das regiões Norte e Nordeste. No restante do país, o fenômeno vai ser parcial.

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Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
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