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Vem aí um dos eclipses solares mais importantes da década! Descubra por quê

Redação Recifes
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Vem aí um dos eclipses solares mais importantes da década! Descubra por quê
Foto: Gleive Marcio Rodrigues de Souza / Pexels

Daqui a exatamente uma semana, milhões de pessoas poderão acompanhar um dos espetáculos mais impressionantes da astronomia: um eclipse solar total. O fenômeno, que acontece na próxima quarta-feira (12), reúne características que o tornam um dos eclipses mais importantes da década. 

Sobre os eclipses solares:

  • Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
  • Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
  • Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o híbrido (como o que aconteceu em abril de 2023).

Onde o fenômeno pode ser observado

Na ocasião, o Sol poderá ser visto totalmente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena parte de Portugal. Já a fase parcial será observável em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte.  

De acordo com a plataforma Time and Date, o evento tem início às 12h34 (pelo horário de Brasília), em um ponto remoto do Oceano Ártico, ao norte da Sibéria, onde a penumbra da Lua toca a Terra pela primeira vez, dando início à fase parcial do eclipse. O espetáculo termina pouco mais de quatro horas e 20 minutos depois, às 16h55, em uma área do Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.

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O que este eclipse solar total tem de especial

O evento marca o retorno dos eclipses solares totais ao continente europeu após mais de 20 anos. O último fenômeno desse tipo amplamente observado na Europa Ocidental ocorreu em 1999, enquanto a última vez que a faixa de totalidade cruzou a Europa continental foi em 2006, passando pela Grécia e pela Turquia. 

A ocasião permitirá que mais de 15 milhões de pessoas acompanhem o bloqueio completo do disco solar diretamente do continente, sem a necessidade de grandes deslocamentos internacionais. Além disso, quase um bilhão de pessoas poderá observar ao menos uma fase parcial do eclipse. 

Outro fator relevante é que a rota de sombra cobrirá áreas estratégicas e habitadas, cruzando trechos da Groenlândia, Islândia e Espanha. A passagem da faixa de totalidade por regiões de fácil acesso e forte apelo turístico deve mobilizar uma intensa movimentação de turistas, entusiastas e equipes científicas ao longo de todo o percurso.

Durante o ápice do alinhamento, a fase total alcançará até 2 minutos e 18 segundos de duração no ponto máximo. Esse intervalo, considerado bastante satisfatório para um evento dessa magnitude, garante tempo suficiente para a análise detalhada da estrutura da atmosfera externa do Sol.

Para a comunidade científica, o escurecimento do disco solar abre uma janela indispensável de investigação. Segundo a NASA, com o bloqueio do brilho intenso da fotosfera, pesquisadores poderão registrar a coroa solar, monitorar ejeções de massa coronal e mapear variações no campo magnético do Sol em condições ideais de observação.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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