Petróleo volta ao nível pré-guerra e alivia mercados
Os contratos de petróleo devolveram parte do prêmio de risco acumulado durante o choque geopolítico recente e passaram a oscilar perto das faixas observadas antes da escalada ligada ao conflito com o Irã. O movimento indica que o mercado, por ora, vê menos chance de uma interrupção mais grave no fornecimento global.
Entre os fatores que pesam nessa acomodação estão a melhora do humor em torno das negociações diplomáticas, a retomada mais estável do tráfego marítimo na região e a percepção de que a oferta voltou a fluir com menos ruído. Em outras palavras, a pressão que sustentava as cotações mais altas perdeu intensidade.
Ao mesmo tempo, a Opep+ segue adicionando barris ao mercado. O grupo aprovou mais uma rodada de aumento de produção para agosto, com alta de 188 mil barris por dia, reforçando a leitura de que a oferta global está mais confortável do que estava durante o pico da crise.
Na prática, Brent e WTI ficaram praticamente estáveis enquanto investidores recalibravam o balanço entre geopolítica, produção e demanda. Para a economia global, um petróleo menos pressionado costuma reduzir a conta da inflação e tira parte da tensão sobre juros e ativos de risco.